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Relatos dos Alunos

Débora de Freitas e Luciana Maria 

Livro: Conto de Clarice Lispector

Afinal, o que é felicidade? Veio em minha memória o dito popular: Felicidade é bom, mas dura pouco”. É um sentimento que queremos que dure e nunca acabe. Às vezes, ela aparece clandestinamente, assim como no conto de Clarice Lispector.
A vida às vezes, se parece com aquela menina má do conto, ela nos faz bater à porta todos os dias, em busca de algo que desejamos muito, passamos por muitas dificuldades e dores, mas assim como para a menina do conto, era tão importante aquele ler aquele livro, tê-lo nas mãos, que foi preciso persistência e coragem.
Não importa de que maneira, situação ou lugar que alguém se encontre, podemos descobrir a felicidade nas coisas e nos momentos mais simples da vida.

Ingrid Oliveira

Livro: A Vida é um Sopro

Carta luto coletivo
Sinto um sentimento fúnebre no ar. Muitos perderam empregos e familiares e sonhos foram adiados. Em meio a tantas perdas, acabamos perdendo até nós mesmos. Fomos todos colocados no estado em que mais temos dificuldades de sair, o luto. “A arte de abandonar não foi ensinada a ninguém.” Foram muitas as perdas, mas isso não é apenas um lamento, é  uma despedida. “Um beijo num rosto morto.” Os dias passam rápido, o ano está no fim e a saudade permanece. “Vivam os mortos porque neles vivemos.” E assim seguimos fortes.

Laryssa F. Louzada

Livro: Um sopro de vida

Querida Angela Pralini,


 Você, no meio de tantos tormentos sendo um mero personagem em um livro, se tornou o próprio eu-lírico após refutar a si mesma. O que deveria ser o começo de sua morte, obteve um sopro de vida, tão grande a ponto de se imaginar uma sala espelhadas, dois mundos colocados no mesmo, apenas com uma inversão de imagem dada pela mesma pessoa. Angela Pralini era o reflexo, o fragmento, as lembranças, as perguntas e as respostas.

 Seu tormento e sua melancolia tomaram uma magnitude enorme, fragmentos de perguntas respondidas, de pensamentos tristes corridos por pensamentos conflitantes, felizes, apreensivos, mas acima de tudo, com uma mesma espécie de propósito, dito por suas palavras: viver é o código do meu enigma.

 O que mais me cativou em sua história, seria talvez a sua forma de enxergar a vida após a morte, diferente da maioria das pessoas que procuram tantas respostas, se algo realmente existe ou se existe um paraíso. Mesmo procurando por algo, você buscou por seus pensamentos, imaginando-se em casa, e se talvez as pessoas parassem de se preocupar tanto com os pós a morte, e sim abrangessem a sua imaginação para o mais sublime e calmo cenário de suas vidas, talvez a morte não seria tão dolorida quanto é agora.

 Você interrompeu sua vida no final, e o eu-lírico não terminou a sua última frase, e como bem foi dito, a terra traz a vida, eu espero da minha alma que seja assim para todos nós, mesmo para aqueles pensamentos mais conflitantes e melancólicos, que após toda essa dor, eles encontrem uma sala silenciosa com o seu animal favorito, e que tenha a natureza para abraçar, como você, Angela, abraçou.


Atenciosamente,


Laryssa F. Louzada

Andressa Gomes e Bruna Souza

Livro: Deus me dê coragem

São Paulo,27 de setembro de 2021



Meu Senhor.

Ultimamente os dias não tem sido tão fáceis, eu sei que tu tens contemplado o meu coração, mas espero que sinta as minhas palavras através desta carta, tem dias que a coragem foge de mim e não sei o que fazer , tem dias que parecem que a solidão pretende tomar conta de mim por completo.

Sim , os dias tem sido difíceis, mas peço a ti Deus que não deixe que a minha solidão ande ao meu lado como se fosse a minha companhia, faça-me ter a coragem para suportar os dias ruins, e que eu possa vencer esse vazio que habita dentro de mim todos os dias ,me capacita para ter mais coragem, pois pretendo viver ainda trezentos e sessenta e cinco dias e noites. Faça com que eu continue te amando ,mesmo sem entender os seus planos, ou ate mesmo quando eu quiser que tudo aconteça no meu tempo e não no seu.

Então meu Deus, peço a ti de todo o meu coração que me transborde todos os dias de coragem, coragem de me enfrentar , para que eu possa ter a paz dentro de mim, coragem para que nenhum mal, tristeza e solidão tome conta de mim ao acordar todos os dias.

Receba meu Deus, honestamente essa minha carta.

Com carinho, de sua querida filha!

Ana Carolina e Maria Julia

Livro: Uma História de Tanto Amor

À princípio imaginávamos que relatava o amor de um homem e uma mulher mas assim que iniciamos a leitura vimos que na verdade se tratava de uma metáfora Clarice conta sobre o amor que uma menininha nutria por duas galinhas seus animais preferidos e como cuidada deles como se fossem seres humanos, com o tempo uma das galinhas serviu de janta para sua família e a outra faleceu de uma forma triste a menina ficou tão desolada tadinha, mas ouviu de sua mãe que “quando comemos um animal nos transformamos um pouco nele” A menina então começou a criar outra galinha e cuidou com o mesmo amor e cuidados,mas como nada é para sempre sua galinha adoeceu e antes que ela falecesse a menina a matou e comeu, ela comeu aquela galinha com vontade para que assim como um dia sua mãe havia dito ela pudesse ter um pouco da galinha para ela tempo depois se tornou uma moça e conheceu os Homens.
Lendo este conto entendemos que quando crianças não entendemos sobre o amor homem e mulher e amamos os animais ou objetos e aquela menina aprendeu a sofrer desde pequena por conta do amor já que havia perdido seus grandes amores, e quando sua terceira galinha morreu ela já estava calejada e a comeu para ter seu amor dentro de si e assim acabar não sofrendo tanto é assim é o amor entre um homem e uma mulher mesmo que cuidemos e amemos demais as vezes ele nos machuca nos deixa triste mas sempre temos um pedaço dele dentro de nós .
Com esse conto, percebemos a importância da leitura e além de tudo a atenção e interpretação, visto que é uma leitura mais dificil para o entendimento.
A leitura é importante e deveria ser cultivada em nos desde pequenos, através dela vamos para um mundo paralelo ao nosso criado pela nossa imaginação, conseguimos viver o que a personagem do livro/conto está vivendo também, criamos apego, compaixão.
A pandemia ainda está sendo um momento com uma diversidade de sentimentos que nos vem à tona no dia a dia, e foi difícil para manter a saúde mental em dia, visto que em todo lugar víamos notícias ruins, mortes, onde não víamos muita esperança, então a leitura serve como um refúgio, um momento para espairecer, entrar em um novo mundo, um novo contexto, uma nova história diferente da nossa.

Vânia de Azevedo

Livro: A Paixão Segundo G.H.

Dilema Intrapessoal


Procuro achar quem sou

Procuro saber o que sou

Desdenham-se de minha tribulação

Porém, da mesma, proporciona-me devida elucidação

Desejo sair do Dilema.


Formas de minha essência ausenta-se de mim

 Fútil existência é o que há de me sobrevim

Já que necessito de me decifrar

Lançarei sobre o destino, alma e essência hão de se revelar

Almejo sair do Dilema


Ambas as faces possuía sobre as mãos

Com o descanso da razão

Com o florescer do esquecimento

O florescer do oferecimento

Prevejo sair do Dilema


Clareia-se a incógnita presente em meu âmago

O que fora um angustiante impasse, já não resta nem mesmo desânimo

Encontro-me como um alto monte em sua grandeza

Sobre as plantas, rios e suas correntezas

Vejo que saí do Dilema

Marcio Machado

Livro: Laços de Família

Conto: O jantar
Pessoalmente, acredito que a leitura do conto despertou uma certa curiosidade a respeito de como a observação é inerente ao ser humano. Como somos capazes de identificar no outro, a dor, a agonia, a solidão, a imagem sofrida do tempo. O que o outro desperta em nós? O que sabemos a respeito da pessoa que observamos como no caso do conto.
Definitivamente, acredito que em muitos casos ficamos apenas como o personagem que observa, não temos a ousadia ou a preocupação de nos aproximar e dialogar com o observado. Em contraste está a realidade, em diversos contextos, o que sabemos do outro que observamos no metrô, no ônibus, na calçada, na faculdade, entre outros ambientes; o que passa desapercebido.
Um jantar solitário, de um jovem senhor.
(Trecho) E exatamente ele não suportava mais. As sobrancelhas grossas estavam juntas. A comida devia ter parado pouco abaixo da garganta sob a dureza da emoção, pois quando ele pôde continuar fez um gesto terrível de esforço para engolir e passou o guardanapo pela testa. Eu não podia mais, a carne no meu prato era crua, eu é que não podia mais. Porém ele – ele comia.
A expressão da emoção velada por um guardanapo suscita uma indagação ainda que por sua vez incerta, o que está por detrás daquele comportamento; o que estava entalado em sua garganta era um alimento, uma emoção ou uma dor. Normalmente, as pessoas do gênero masculino evitam evidenciar a necessidade de ajuda e com isso adotam um papel.
Estou inclinado a acreditar que os acontecimentos da vida nos mostram que por mais insignificantes aparentam ser, a sua dor não pode ser ignorada. As pessoas querem ser sedadas, acreditando ser um sinal de fraqueza. Um jantar pode representar diferentes significados, tudo pode ser novo e ao mesmo tempo confuso...o que há em cada movimento em cada olhar ou fala. De fato, não sabemos.
A oportunidade de se importar com o outro pode ser o primeiro passo.

Rafael de Grande

Livro: Resto do carnaval

COMO AINDA ME DIVERTIR SE ELA JÁ NÃO PODE ESTAR AQUI?

COMO POSSO ME DAR AO LUXO DE VENCER?

SE NUM DIA FELIZ ELA, SEM ME DAR O AVISO MERECIDO, PARTIU.

E MEU GRITO ECOOU E TOMOU CONTA DE TUDO E TODOS QUE PUDERAM ME VER


E ASSIM, OS SONHOS DA INFANCIA SEMPRE TÃO NECESSARIOS

E AVIDOS A SEREM REALIZADOS,

FORAM GUARDADOS NUMA GAVETA DE FANTASIAS

PARA O CARNAVAL SEGUINTE QUE JAMAIS CHEGARIA


E CONTINUO NA BUSCA DE QUE MIM

PELA FANTASIA QUE, COMO DISSE CLARISSE,

FASSA DE MIM OUTRA QUE NÃO EU MESMA.


PEMANEÇO LENDO, BUSCANDO NA ARTE

UMA FORMA DE ME MANTER FIRME E

PARA QUE MINHA VIDA CONTINUE

Mariana e Vinicius

Livro: Para não esquecer

De: Mariana e Vinicius

Para: quem precise


Para aquele que está lendo,

Desejo que se cure de tudo aquilo que não conta a ninguém e que a irrelevância não o canse! Assim como minha amiga Clarice já havia dito: "tenho tanta vontade de ser corriqueira e um pouco vulgar e dizer: a esperança é a última que morre”.

Que você encontre o seu girassol, para que nos dias sem sol, possam olhar um para o outro. Lembre-se que há a vida que é para ser intensamente vivida. Há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.

E mesmo que não mate e caia em solidão, que a solidão te sirva de companhia.

Que tenha a coragem de se enfrentar. Que tenha a sabedoria de ficar com o nada e mesmo assim se sentir como se estivesse plena de tudo.

Aqui me despeço, um até breve a você seja lá quem for, deixo que minhas palavras alcancem algum significado mesmo que não se passe apenas por devaneios, mas ainda sim com algum significado. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer.

Francielle Dearo e Byanca Ferreira

Livro: Felicidade Clandestina

Nesta crônica a narradora em primeira pessoa conta sua primeira experiência com um livro. Porém, este livro é de uma menina má que o oferece emprestado para a narradora, mas sempre inventa uma desculpa para não entregar o livro a ela. Até que a mãe da menina má descobre isso e entrega o livro para a narradora, que passa a saborear o livro como se fosse um amante.
Impossível atravessar a vida sem que alguém cause decepção; sem enfrentar problemas; sem passar por algum mal-entendido ou sem lutar pelo o que queremos.
É isso que o conto mostra. Independente das barreiras no caminho, o mais importante não é o que acontece ao decorrer dos assuntos vividos e sim como reagimos. As problemáticas servem para o nosso crescimento; assim como a menina que não perdeu a esperança de pegar o livro que ela tanto queria para ler e persistiu todos os dias em busca do que almejava, até que conseguiu conquistar seu objetivo.
Essa pequena conquista foi a maior felicidade para ela, onde se sentiu orgulhosa e assim devemos ser em nossas vidas, ficarmos orgulhosos de nossas pequenas conquistas e buscar nossa felicidade clandestina, não perder a esperança nos nossos sonhos e nem na vida e lembrar que terá sempre pessoas para nos ajudar com as pedras no caminhos, não estamos sozinhos.

Enair Lima

Livro: Laços de Familia

Laços de família é um livro com vários contos que se ligam um ao outro conforme o enredo, que se trata do desentendimento família.
Minha experencia ao ler este livro, foi algo que fazia tempo que não estava fazendo, onde por algumas horas do meu dia, eu me desligava do mundo, da internet, das coisas ruins que estamos acostumados a ver todos os dias, para ler e me aprofundar nas histórias. Casou que estes contos se ligam muito com o setembro amarelo, onde fala dos desentendimentos familiares, e a busca por libertação de todos os personagens sobre essas brigas.
A leitura deveria ser mais comum na vida de todo ser humano, pois o mundo que estamos hoje, é apenas vídeos, internet, fofocas, notícias ruins, e quase ninguém, mais se pega viajando nas aventuras, de contos e histórias que encontramos nos livros. A leitura é importante para tudo, desde da conexão com você mesma, até para o aprendizado e escrita.
Há muitas pessoas que possui “aquela” oportunidade, que tem o que todos julgam importante profissão tão sonhada, carro do ano, ser bem-sucedido, família, amigos, mas uma pessoa que está passando por um momento tão difícil como esse, está sem rumo, sem aquela vontade de viver.
Muitas pessoas acham que é vergonhoso ter esses transtornos (depressão, ansiedade, etc) mas não é. Quanto maior a quantidade de pessoas que souberem, maior é a rede de apoio. E a leitura ajuda demais, porque a pessoa que está passando por isso, consegue se desligar da sua realidade e viver aquela fantasia.

Nicoly Marques

Livro: A Hora da Estrela

Carta ao meu eu futuro.

Uma carta aberta de mim para mim mesma.


Esta vai para você, que ainda não sabe, porém saberá. Quão atormentada está, nessa busca incessante de se conhecer?

Já como citava minha inspiradora Clarice Lispector, “é curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo”.

Há por um acaso, o anseio em se tornar estrela? Ou converter-se em célebre personagem de sua própria história?

Porventura encontra-se aspiração em ter sua hora? Seu momento?

Muitos questionamentos se manifestam ao perguntarmos: quem sou eu?

No entanto, apenas viva, viva como se o amanhã fosse o incerto, hoje somos, amanhã? Talvez não sejamos.

Mas que também não se abalize da vontade de desbravar, e não se perpetue em apenas conhecer o que se já é conhecido. Todavia, lembre-se: quem se indaga é incompleto.

Somos metamorfose.

A hora da estrela chegará sem tardar, para todos, e antes que se fechem as cortinas, e que as luzes se apaguem, apenas faça o que te impulsiona, que te faz feliz, seja o autor e trilhe sua jornada.

Por aqui vou me despedindo, crente de que, em algum momento, tais palavras possam trazer significado nessa jornada que é SER!

Relatos: Notícias

©2021 Criado por Amanda Rosa; Giovana Mesquita; Michelle Alencar.

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